Review - "F1 2010"

Por: Troqui
F1 2010 | 03/02/2011 10:05:02 0 / 0

Quando o assunto é velocidade, os videogames sempre foram bem representados pela Codemasters. "Collin McRae Rally", "Race Driver: GRID", "DiRT", "DiRT 2" e, agora, "F1 2010". Todos eles aclamados pela mídia, e o mais importante: pelos jogadores. O último jogo de Fórmula 1 de expressão foi "Formula One Championship Edition", lançado para o PS3 em meados de 2007. Desde então, não tivemos grandes jogos do esporte, uma pena. Isso aconteceu, principalmente, pelos fiascos de muitas desenvolvedoras que se aventuraram a produzir um jogo como este.

Mas eis que em 2010, quando ninguém mais esperava por um jogo licenciado da Fórmula 1, surge "F1 2010", a grande produção da Codemasters.

Confesso que se fosse outra produtora envolvida no projeto, creio que não teríamos feito tanto hype pelo jogo, o que só reforça a moral dos caras quando o assunto é corrida.

Mas, antes que eu puxe demais o saco da Codemasters e queime a língua, vamos à análise.

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Apresentação
Não, não é aquele filmezinho do começo do jogo. O quesito "Apresentação" é, pura e simplesmente, o modo como o game se apresenta aos jogadores. Uma espécie de primeira impressão.

Neste quesito, "F1 2010" não decepciona. A primeira impressão do game é sensacional, ainda que pouco original. Devido às limitações (se é que podemos chamar assim) da EGO Engine, os menus e a forma que o jogador interage com o game antes de ir pra pista são velhos conhecidos. Com certeza você já deve ter visto tudo aquilo em algum outro jogo da própria Codemasters. "GRID"? "DiRT 1 e 2"? Pois é, todos eles possuem a mesma engine, com diferenças, claro, na ambientação. "GRID" se passava em uma garagem; "DiRT 2" em um motorhome; e "F1 2010", claro, nos boxes.

Apesar da sensação de "déjà vu" dos menus do jogo, tudo está bem claro para o jogador. Quer jogar à toa? É só escolher Grand Prix Weekend. Quer jogar pra valer? É só ir no Carrer. Simples assim.

Gráficos
Aqui temos um paradoxo. Ao mesmo tempo que temos a impressão de que poderia ser melhor, também temos a sensação de "Ah! Nunca vi nada igual!". Isso acontece porque "F1 2010" se apresenta como dois jogos: um quando a corrida está em condições normais, ou seja, tempo seco, e outro quando a chuva domina as pistas. Se você tiver a sorte que eu tive ao jogar "F1 2010", terá a mesma impressão. Durante a primeira metade das 19 corridas, nem uma gotinha sequer caiu do céu. Foi só chegar à Marina Bay (Singapore) - a pista mais difícil na minha opinião - que o céu desabou. Cara, eu não conseguia enxergar um palmo na minha frente. Fora que a sensação de controle do carro muda completamente, mesmo com os pneus próprios para pista molhada.

Em resumo, a já batida EGO Engine faz bem o seu papel e dá a "F1 2010" a cara que um jogo tão importante merece ter.

Jogabilidade

Balanceada. Essa é a melhor palavra para defini-la. A exemplo do que aconteceu com "GRID", o jogo não é nem um simlador, muito menos um arcade. Controlar os carrões da Fórmula 1 requer aprendizado, mas nem de longe é a coisa mais difícil que você já fez em um jogo de videogame. Em menos de três corridas já é possível fazer voltas rapidíssimas.

Um detalhe que faz toda a diferença
Se você já pensou alguma vez em comprar um volante para experimentar o melhor da velocidade virtual, mas, por medo de que não valha a pena tenha desistido da compra, aqui vai o meu conselho: COMPRE!

Meu primeiro contato com o jogo foi com um controle de PlayStation. Até aí tudo bem, voltas rápidas, bons resultados nas corridas e tudo o mais. Mas, mesmo assim, sentia que algo estava faltando. Em um típico impulso de gamer, corri para a Santa Ifigênia e comprei um volante. Cara... a diferença é ENORME!

A sensação de jogar "F1 2010" com um volante é demais! Principalmente se o acessório tiver Force Feedback, uma tecnologia que aumenta ainda mais o realismo simulando tudo o que acontece na pista em seu volante. Imagine passar em uma zebra a 270 Km/h.

Para efeitos comparativos, não tive a mesma sensação com outros jogos de corrida, incluindo alguns simuladores. O negócio agora é esperar por "Gran Turismo 5", talvez dê para comparar.

Sons
Toda e qualquer experiência, por mais que priorize algum sentido, vai usar todos eles. Pilotar um F1 não é exceção. Para recriar a experiência das pistas reais, a Codemasters caprichou, inclusive, na parte sonora do jogo. Os roncos dos motores estão mais arrepiantes do que nunca. E não pense que é só o do seu carro. Só de escutar o barulho aumentando atrás, você já sabe que um adversário está colando no seu carro.

Parar nos boxes é um show à parte. Os carros rasgando na reta dos boxes produzem sons inigualáveis, também, muito bem captados pela produtora.

Regras e realismo
Toda grande produção tem de ter um ponto negativo. Mesmo com todos os elogios para a sensação que o jogo passa, parece a Codemasters não se decidiu se iria deixar o jogo com todas as regras, ou com regra nenhuma.

Algumas delas estão lá, mas não todas. É muito fácil tomar uma bandeira preta por insistir no erro, mas também é muito fácil tomar uma advertência sem ter feito nada demais.

- Caramba! Como é que eu vou tirar o carro da pista se eu acabei de rodar em uma curva fechada?

- Não interessa. Se está atrapalhando os outros pilotos merece sair da corrida.
- Toma! Uma bandeirinha preta pra você.
Tá... Não é bem assim, mas levar advertências por quase tudo o que você faz é muito chato.

Outra coisa que peca - e muito - é a falta realismo da inteligência artificial. Dentro da pista você não percebe, mas o tempo dos outros pilotos já é predeterminado pelo jogo, o que, na prática, significa que, mesmo se um acidente tirar um dos outros corredores da pista, o tempo total de corrida dele não sofrerá nenhuma alteração. É bizarro tirar um dos competidores da corrida, e um minuto depois perceber que ele já está colando na sua traseira novamente. Puta falta de sacanagem da Codemasters.

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Conclusão
"F1 2010" é, sem dúvida, o melhor simulador do esporte lançado nos últimos anos. Perto do jogo de corrida da Codemasters, os outros jogos do gênero parecem brincadeiras de criança.

Porém, nada é perfeito. Alguns dos problemas supracitados acabam matando uma parte da persão, infelizmente. Nada que um patch de correções não possa resolver.

Apesar dos problemas, "F1 2010" é compra obrigatória para os amantes de velocidade e uma ótima opção aos que nunca deram uma oportunidade ao gênero, mas estão buscando novidades.

O negócio agora é esperar por "F1 2011" que, aí sim, será o simulador supremo do esporte, isto é, se a Codemasters aprender com seus erros.

Nota Final: 8,5

Prós

Nem Simulador, nem Arcade; Gráficos de cair o queixo, especialmente na chuva; Licença oficial do jogo garante carros, pistas e pilotos fielmente reproduzidos; Sensação de velocidade e controle do carro; Modo carreira desperta o interesse de correr em todas as pistas; Começar como piloto coadjuvante e terminar sendo o campeão do mundo.

Contras

Comunicação da equipe extremamente robotizada; Inteligência Artificial predefinida; Modo On-line com apenas 11 jogadores, ao invés dos 24 de um grid normal da F1; Apenas algumas regras do circuito foram implementadas, deixando-as meio sem sentido.

Versão da análise: PC

BETA
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Por: MrGame
F1 2010 | PC | Playstation 3 | Xbox 360 | 24/11/2010 14:39:02 2 / 1
Ficha técnica
Gênero:
Corrida
Lançamento:
09/09/2010
Desenvolvedor:
Codemasters
Distribuidor:
Codemasters
Plataforma(s):
PCPS3360
Jogo da modalidade de automobilismo mais popular do mundo. Produzido pela Codemasters, F1 2010 promete relançar a categoria nos consoles em grande estilo.
9.5
n/d
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