Lib Classic: O mal da edição de personagens nos games

Por: sergio sampa
ModNation Racers | 28/02/2011 14:04:22 1 / 3

original

Uma coisa que todo gamer gosta é de ter mais liberdade e interação com os games. Não é à toa que as empresas como a Nintendo sempre correm atrás de uma nova maneira de se jogar games.

Graças ao jogos 3D, os personagens agora podem assumir qualquer forma, já que sua programação de movimentos independe da forma dos polígonos. Isso permitiu que fosse desenvolvida uma nova maneira de se jogar games: criando o seu próprio personagem.

Desta forma tornou-se possível criar uma versão virtual de você mesmo, ou um personagem totalmente novo, fazendo a sua criatividade parte do game. Alguns games têm um modo de edição mais elaborado, outros são mais restritos, mas, em resumo, servem para o mesmo propósito, que é aumentar a interatividade.

Um bom exemplo é o "ModNation Racers", para PS3. Tudo nele é customizável, pistas, carros e personagens. Esse é um tipo de jogo voltado para a customização e geração de conteúdo pelo usuário, por isso tende a ser um dos mais jogados e com maior atividade on-line.

Mas, como diz o nome da matéria, qual é o mal da edição de personagens nos games?

Em jogos como "ModNation", não há mal algum, o jogo foi feito para isso, quanto mais personagens editados melhor. Num jogo de luta, como "Soul Calibur 3" ou "Mortal Kombat Armaggedon", também não há problemas, eles não interferem no andamento do game.

E então? Quando existe o "mal"?

Quando o personagem principal é o editado e a história é importante no game. Nesses jogos, normalmente, seu personagem criado é um "zé-ninguém". Ele não tem família, não tem passado, nem motivação. Nem mesmo um inimigo, alguém para salvar ou um propósito de existência plausível (dentro do roteiro) além de satisfazer individualmente o gamer.

São poucos os games de aventura que não têm um personagem principal. Muitos jogos com personagens fixos têm roteiros péssimos, mas alguns são verdadeiras obras-primas. Um ótimo exemplo é a série "GTA". Não digo os primeiros, mas a partir de "Vice City", todos os jogos tinham uma boa história para se acompanhar, com personagens cativantes e bem trabalhados, além dos personagens principais que parecem pessoas de verdade, têm motivações e objetivos, inseguranças e frustrações.

  • Tommy Vercetti, um cara boa pinta... ou não!

Onde isso é visto em games em que você cria o personagem? O máximo de história que o personagem editado tem num jogo é algo genérico, como em "Saints Row 2", em que seu personagem, que pode ser um homem ou uma mulher, tem o objetivo de ser dono da maior gangue da cidade e só. Ele/ela conhece personagens interessantes durante a aventura e tudo o que faz é ter uma gangue cada vez maior, sem sofrer nenhum tipo de evolução, ou aprender algo com o que está fazendo. Enquanto os personagens secundários resolvem suas vidas durante o game, o personagem principal fica sempre na mesma devido a seu fardo de ser um "editado".

  • "Você" atirando em alguém sem um motivo forte para isso...

Tenho a impressão de que um personagem forte, que faça parte da trama do jogo, ajuda no sucesso do game. Dei uma pesquisada no site VGChartz, que mostra a venda total dos games. E "GTA 4" vendeu mais que o triplo de "Saints Row". Veja aqui e aqui.

  • "Metal Gear Solid" com personagem editado: um exemplo que não daria certo.

É claro que nesse caso, o nome "GTA" é muito mais forte que seu concorrente. Mas por que ele tem nome? Só porque veio primeiro? Não! O jogo prende verdadeiramente o jogador, tanto o que se espanta com os detalhes da história e suas reviravoltas, como os jogadores casuais que gostam de sair pela cidade causando o caos e pouco ligam para as missões. Não pode ser dito o mesmo de "Saints Row 2", pois quem procura uma boa história nesse game não vai encontrar.

  • "Godfather", um dos melhores gráficos da geração passada, tinha um objetivo genérico para o personagem editável: tornar-se o chefe da mafia italiana.

O ponto em que quero chegar é que, nos games com personagens editáveis, você joga com um personagem que é só mais um. Uma solução para esses games seria ter um "editor de contexto" também. Nem que fosse uma pequena lista de objetivos ou personalidades que afetariam a história do jogo. A edição de um antagonista também seria um boa idéia, ou mesmo um familiar, deixando assim um pouco mais justa a comparação entre um game editável e um game normal.

E não estou comparando esses jogos com suas outras características, como jogabilidade. Estou apenas me referindo à qualidade do enredo, que pode afetar diretamente a imersão que o jogo oferece.

Hoje em dia, alguns jogos de RPG ocidentais tem dado mais atenção a esse modo de criação de personagens como "Mass Effect" e "Fallout". Ainda não é o ideal, mas com certeza existem mais possibilidades de edição. Será que um dia teremos um edtior de contexto ou criação de antagonistas?

Diga-nos sua opinião!

BETA
Comente pelo facebook
Último está em cima - alterar?
O que já falaram
0 / 0
IV em 10/03/2011 15:49
para mim criar personagem é só em jogos de luta ou em (the sims).
e se for em outro jogo sem ser do genero simulação ou luta, só se
tiver um modo separado do modo de historia.
ai fica legal...
0 / 0
GamerThuane em 28/02/2011 20:44
Eu gosto de editar os personagens. Mas isso daí é verdade!
0 / 0
ultimatedragonlg em 28/02/2011 19:37
É! Esse fato é verdade!!
0 / 0
Édi_rpg em 28/02/2011 15:41
Bom eu não curto muito esta onda de editar personagens, desvaloriza o jogo também o jogo em si perde cenas. Mais em certos jogos online isto funciona.
1
Faça login ou cadastre-se
Envie seu comentário
Ficha técnica
Gênero:
Corrida
Lançamento:
25/05/2010
Desenvolvedor:
Sony
Distribuidor:
Sony
Plataforma(s):
PS3PSP
"Jogue, crie e compartilhe", essa é a regra em ModNation Racers, o game de corrida de karts exclusivo da Sony.
8.2
7.9
Quem já curtiu isso
Estamos no Facebook